27.12.09

Feliz ano novo!!!

Depois do Natal com a família, depois do bacalhau com batatas, depois das calorias desmesuradas dos doces, depois das prendas e depois dos quilos a mais...vem o regresso à capital caótica do país de Berlusconi...
Amanhã é o dia das despedidas e das arrumações de última hora...
Quarta-feira parto de Lisboa para Roma com a mala cheia de optimismo para os exames e boa disposição para as viagens que aí vêm..
Ahh, o título...e FELIZ 2010 para quem tem (ainda..)a paciência para ler este blog...

19.12.09

Só para chatear...

Bem,para quem pensava que esta humilde estudante Erasmus em Roma já estava em terras lusas....Engane-se!!
Tinha que vir aqui deixar o último post antes de rumar á terra mãe...Nãaaaooo!!
Hoje de manhã,ainda ensonadas depois de uma noite a aparvalhar feitas crianças em véspera de grande viagem,apanhamos o comboio para o aeroporto descansadas e vagamente animadas pela perspectiva de em poucas horas voltar a ver família,amigos e namorado...Maaaaaaas....tal coisa estava longe de acontecer...Só para confirmar,à saída do terminal olhamos de relance para os ecrãs que mostram os vôos..."Sofia,estás a ler o mesmo que eu???"...e estava "Lisbon - 10:55 - Canceled" E foi o inicio da saga que me trouxe de volta a casa e que me fez estar aqui a escrever este mesmo post...
Para quem se preocupar...amanhã embarco as 11:55 para Lisboa...o S.L.Benfica - F.C.Porto espera-me!!! ;)

18.12.09

coisas...com alguma importância

Deolinda (Eu tenho um melro)
(há músicas que têm algo a ver com algo...)

Eu tenho um melro
que é um achado.
De dia dorme,
à noite come
e canta o fado.
E, lá no prédio,
ouvem cantar...
E já desconfiam
que escondo alguém
para não mostrar.
Eu tenho um melro,
lá no meu quarto.
Não anda à solta,
porque, se ele voa,
cai sobre os gatos.
Cortei-lhe as asas
para não voar.
E ele faz das penas
lindos poemas
para me embalar.
Melro, melrinho,
e se acaso alguém te agarrar,
diz que não andas sozinho
que és esperado no teu lar.
Melro, melrinho
e se, por acaso, alguém te prender,
não cantes mais o fadinho,
não me queiras ver sofrer.
E não voltes mais,
que estas janelas não as abro nunca mais.
Eu tenho um melro
que é um prodígio.
Não faz a barba,
não faz a cama,
descuida o ninho...
Mas canta o fado
como ninguém.
Até me gabo
que tenho um melro
que ninguém tem.
Eu tenho um melro...
(-Que é um homem!)
Não é um homem...
(-E quem há-de ser?!)
É das canoras aves
aquela que mais me quer.
(-Deve ser homem!)
Ah, pois que não!
(Então mulher…)
Há de lá ser!?
É só um melro
com quem dá gosto adormecer.
Melro, melrinho...[refrão]
E não voltes mais,
que a tua gaiola serve a outros animais.